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O autismo é um tipo de transtorno muito conhecido entre as pessoas, entretanto, muitas delas não apresentam um conhecimento mais aprofundado sobre o transtorno autista, o que em certos casos pode atrapalhar a família e a criança posteriormente, já que as crianças com autismo devem ser atendidas precocemente.

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Elisabete Fernandes Justi, coordenadora do CATI (Centro de Atendimento ao Autismo), explica alguns pontos importantes que podem ajudar a descobrir se uma criança é ou não autista.

O que é autismo? É uma alteração que afeta a capacidade da pessoa se comunicar, estabelecer relacionamentos e responder apropriadamente ao ambiente. Algumas crianças apesar de autistas apresentam inteligência e fala intactas, outras apresentam também mutismo, deficiência intelectual e atraso no desenvolvimento da linguagem. Alguns parecem fechados e distantes, outros presos a comportamentos restritos e rígidos padrões de comportamento.

Características comuns - Aparenta desinteresse; afeiçoa-se inadequadamente a objetos; tem crises de choro e extrema tristeza sem razão aparente; aparente insensibilidade a dor; dificuldade em se envolver ou brincar com outras crianças; dar risadas e gargalhadas sem razão; gosta de objetos que girem; faz eco de palavras ou frases; indica suas necessidades pegando os adultos pela mão; tem comportamentos diferentes com movimentos do corpo; não aponta com indicador para demonstrar interesse; não tem brincadeiras de "faz-de-conta", tem brincadeiras repetitivas;  não tem noção de medo ou perigo; por vezes não gosta de ser abraçado ou tocado; não responde aos processos normais de aprendizagem; evita contato visual; não responde quando chamado, por vezes parece surdo; demonstra agitação, hiperatividade ou passividade extrema; gosta da rotina cotidiana, não gosta de mudanças; sabe fazer algumas coisas muito bem, mas não faz tarefas que envolvam a compreensão social. 

Manifestações sociais - Muitas vezes o início é normal, quando bebê estabelece contato visual, agarra um dedo, olha na direção de onde vem uma voz e até sorri. Contudo, outras crianças apresentam desde o início as manifestações do autismo. A mais simples troca de afeto é muito difícil, como, por exemplo, o próprio olhar nos olhos que é uma das primeiras formas de estabelecimento de contato afetivo. Toda manifestação de afetos é ignorada, os abraços são simplesmente permitidos, mas não são correspondidos. As crianças com autismo levam mais tempo para aprenderem o que os outros sentem ou pensam como, por exemplo, saber que a outra pessoa está satisfeita através de um sorriso ou de gesticulações. Além dessa dificuldade de interação social, comportamentos agressivos são comuns especialmente quando estão em ambientes estranhos ou se sentem frustradas.

Razões para esperança - Quando os pais de uma criança descobrem que seu filho tem o transtorno autista muitas vezes cultivam duramente algum tempo ainda a esperança de que ele iria recuperar-se completamente. Algumas famílias negam o problema e mudam de profissional até encontrar alguém que lhes diga outro diagnóstico. Como seres humanos a dor sentida pode ser superada, mas nunca apagada, porém a vida deve manter seu curso. Hoje mais do que antigamente há recursos para tornar as crianças autistas o mais independente possível. A intervenção precoce, a educação especial, o suporte familiar e em alguns casos acompanhamento medico que é realizado na APRAESPI ajudam cada vez mais no aprimoramento da educação de crianças autistas. A educação especial pode expandir suas capacidades de aprendizado, comunicação e relacionamento com os outros enquanto diminui a freqüência de crises de agitação.

Diagnóstico - Os pais são os primeiros a notarem algo diferente nas crianças com autismo. O bebê desde o nascimento pode mostrar-se indiferente a estimulação por pessoas ou brinquedos, focando sua atenção de maneira prolongada por determinados itens. Por outro lado, certas crianças podem começar com um desenvolvimento normal nos primeiros meses para repentinamente se isolarem. Contudo, podem se passar anos antes que a família perceba que há algo de errado. Nessas ocasiões os parentes e amigos muitas vezes reforçam a idéia de que não há nada de errado, dizendo que cada criança tem seu próprio jeito. Infelizmente isso atrasa o início de uma educação especializada, que deve ser feita o quanto antes.

Não existem testes laboratoriais que possam diagnosticar o autismo. Assim o diagnostico deve ficar por conta da entrevista e do histórico do paciente, sempre sendo diferenciado de surdez, problemas neurológicos e deficiência intelectual. Uma vez feito o diagnostico a criança deve ser encaminhada para um profissional especializado e este se encarregar de confirmar ou negar o referido diagnóstico.

Dentre vários critérios de diagnósticos, três são importantes serem destacados: apresentação de poucas ou limitadas manifestações sociais, habilidades de comunicação não desenvolvidas, comportamentos e atividades repetitivas. Todos esses sintomas devem aparecer antes dos três anos

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